quarta-feira, 10 de junho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

like a clown


Hoje resolvi que estava na hora de dar um novo rumo à minha vida, de deixar para trás quem não me merece e seguir em frente de cabeça erguida...afinal como todos sabem a vida continua sempre...O sol brilha novamente,o meu filhote está bem e feliz, pessoas novas entram na minha vida, emprego novo para dar uma reviravolta mais que merecida!
Para quê desperdiçar tempo com quem não merece!? Não é verdade? Ao nosso lado estará sempre quem souber fazer por isso e isso sim eu amo e respeito eternamente...
Um dia ainda vou tentar ficar famosa tentando dar um significado à palavra amor...acho que até hoje ninguém escreveu no papel um significado credível, universal e palpável...assim..de chapa como qualquer outra palavra do dicionário...
Também, será que me serviria de alguma coisa?
Algumas pessoas simplesmente não querem saber, não querem sentir nem decifrar...sou só eu a bisbilhoteira, será?
Um dia ainda alguém vai olhar para trás e pensar:
Olha...na volta amor era aquilo!!! Paciência!! Os cães ladram...a caravana passa! Já dizia a minha avó( um anjo que está lá no céu a olhar por mim).
Vou calar palavras não verdadeiras, musicas com letras mudas, poemas para ganhar tempo e arrastar a mentira...
Não sou um Anjo como alguém um dia me chamou, longe disso...
Sou eu na verdadeira plenitude e não tenho "asas" nem ombros de reserva...
Life goes on!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2009


Queria apanhar as estrelas

com um simples esticar de braço

queria conseguir tê-las

guardadas no meu regaço


Há forças que outros têm

Para te elevar aos céus

coisas que a mim não vêm

não chegas aos braços meus


Aquele caminho florido

tenho medo no momento

que foi tanto o meu abrigo

Vire um areal sangrento


Daquele que escapa sem dó

das mãos que mais o adoram

aquele que vira pó

aquele que os meus olhos choram


Não vás por esse caminho

Não escolhas ficar sozinho

Não olhes que não vês nada

Vai até de madrugada...


Estou aqui...

No escuro,

Mas estou!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

chuva(Mariza)


As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades

Só as lembranças que doem

Ou fazem sorrir


Há gente que fica na história

da história da gente

e outras de quem nem o nome

lembramos ouvir


São emoções que dão vida

à saudade que trago

Aquelas que tive contigo

e acabei por perder


Há dias que marcam a alma

e a vida da gente

e aquele em que tu me deixaste

não posso esquecer


A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Já eu percorrera Ai...

meu choro de moça perdida

gritava à cidade

que o fogo do amor sob chuva

há instantes morrera


A chuva ouviu e calou

meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Manhã...


Deslumbra-me...
Deslumbra-me o bom dia que não soa a sussurrado
A claridade que não aflige os olhos dos demais
o cinzeiro apagado...
da noite passada em que nós fomos iguais!

Purifica-me a alma a espuma do banho
Os cabelos presos a pingar na cara
o chuveiro forte a molhar o pano
um desejo dia que se prepara...

Agonia-me...
Agonia-me ser mais um dia igual
despertar sem ouvir o teu tilintar
um murro deixo cair em cima
desse silêncio sem alcançar!

Depois...
Vejo que me resta uma manhã de Maio
Olho a janela onde já tudo é quente
penso se fico, se estou, se saio
mas afinal vai tanta gente
que eu não sei se sente
que sentiu ausente
essa manhã tão quente!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

mais ou menos...


Como detesto o mais ou menos
como me irrita o assim assim
ouvir por perto valores pequenos
eles que fiquem longe de mim.

O talvez, o vamos ver,
o talvez dê...
hipocrisia e medo de falar porquê!?
tudo mudo e parado sem pensar
o que aos outros angústia vai causar.

mentes abertas onde estão?
Por onde andam?
manhãs despertas, abraços fortes
que nos prendam?

Tudo cinzento, o mais ou menos
o não sei quê..
quero esse sol que todos sentem
mas ninguém vê!

Palavras oucas, beijos pedidos
ou suplicados...
andar caminhos ...
ouvir os pássaros não tão calados!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

saudades de ti mano...


O poema

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen